Reflexões

"Instruí-vos, porque precisamos da vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos do vosso entusiasmo.

Organizai-vos, porque carecemos de toda a vossa força".
(Palavra de ordem da revista L'Ordine Nuovo, que teve Gramsci entre seus fundadores)

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agosto 25, 2007

Escritos políticos



Antonio Gramsci, 1917

Os indiferentes

Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.
A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.
A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite
agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.

Escritos políticos

Gramsci,
09 de fevereiro de 1918.
A Organização Econômica e o Socialismo

Publicamos este escrito de um jovem companheiro porque ele nos garante tratar-se de um reflexo do pensamento de importante fração do movimento socialista turinês[1].
Renunciamos previamente a qualquer investigação de história de idéias e de história da expressão das idéias.
Examinamos o escrito em si e por si, precisamente como manifestação de convicções que podem ser coletivas e podem determinar específicas tomadas de posição.
Embora concordemos em geral com muitíssimas afirmações do companheiro R.F., acreditamos serem equivocadas alguns de seus juízos e algumas das conseqüências que deles decorrem.
A cisão entre política e economia, entre organismo e ambiente social, defendida pela crítica sindicalista, não passa para nós de uma abstração teórica vida necessidade empírica, inteiramente prática, de cindir provisoriamente a unidade social ativa para melhor estudá-la, para melhor compreende-la.
As analisar um fenômeno, somos obrigados, se quisermos estudá-lo, a reduzir tal fenômeno a seus chamados elementos, que , na verdade, são apenas, cada um deles, o próprio fenômeno visto mais num dos seus momentos do que em outro, quando visamos mais a uma finalidade particular do que a uma outra.
Mas a sociedade, assim como o homem, é sempre e tão -somente uma unidade histórica e ideal que se desenvolve negando-se e superando-se continuamente.
Política e economia, ambiente e organismo social forma sempre uma unidade :e é um dos maiores méritos do marxismo ter afirmado essa unidade dialética.
Ocorreu que sindicalistas e reformistas, por um mesmo erro de pensamento, especializaram-se num diferente ramo da linguagem empírica socialista.
Da unidade da atividade social uns destacaram arbitrariamente o termo"economia", enquanto outros fizeram o mesmo com o termo"política".
Uns cristalizam-se na organização profissional e, por causa da distorção inicial do seu pensamento, fazem má política e péssima economia; os outros cristalizam-se nas atividades parlamentares, legislativas, e , pela mesma razão, fazem má política e péssima economia.
Destes desvios nascem a ocasião e a necessidade do socialismo revolucionário, que faz a atividade social retornar à sua unidade e se empenha por fazer política e economia sem adjetivos: ou seja, ajuda o desenvolvimento e a tomada de consciência das energias proletárias e capitalistas espontâneas, livres, historicamente necessárias, a fim de que, do antagonismo entre elas, surjam sínteses provisórias cada vez mais completas e perfeitas, que deverão culminar no ato e no fato último que contenha todas elas, sem resíduos de privilégios e explorações.
Esta atividade histórica contraditória não culminará nem em um Estado corporativo, como aquele com que sonham os sindicalistas, nem em um Estado que tenha monopolizado a produção e a distribuição, com aquele sonhado pelos reformistas.
Culminará, ao contrário, numa organização da liberdade de todos e para todos, que não terá nenhum caráter estável e definido, mas será uma contínua busca de novas formas, de novas relações, que se adequem cada vez mais às necessidades dos homens e dos grupos, a fim de que todas as iniciativas (se forem úteis) sejam respeitadas, de que todas as liberdades (se não implicarem em privilégios) sejam garantidas.
Estas considerações encontram um experimento vivo e palpitante na Revolução Russa, que foi até agora, em particular, um esforço titânico para que nenhuma das concepções estáticas do socialismo se afirmasse de modo definitivo, encerrando assim a revolução e reconduzindo-a fatalmente a um regime burguês, o qual, se liberal e livre-cambista, teria maiores garantias de historicidade do que um regime corporativo ou um regime centralizador e estatolárico.
Portanto, não é exata a afirmação de que a atividade política socialista é socialista por que provém de homens de homens que se dizem socialistas.
O mesmo se poderia dizer de qualquer outra atividade, ou seja, que tal atividade não é o que diz ser somente porque uma mesma qualificação é atribuída aos homens que a executam
[2].
Faríamos muito melhor se a má política fosse chamada pelo seu verdadeiro nome, ou seja, o de máfia, e se não nos deixássemos encantar pelos mafiosos a ponto de renunciar a uma atividade que é componente necessária do nosso movimento.
De resto,
Kautsky observou agudamente que a fobia política e parlamentar é um debilidade pequeno-burguesa, própria de gente preguiçosa, que não quer realizar o esforço necessário para controlar seus próprio representantes, para identificar-se com eles ou para fazer com que eles se identifiquem conosco[3].
Notas:
[1] - Este texto de Gramsci precede um artigo assinado por R. F., no qual o autor faz distinção entre"ambiente" e "organismo social" e afirma que " a tentativa de mudar o organismo através da modificação do ambiente revelou-se um sonho".
Além disso, R. F. negava qualquer valor à ação parlamentar. (
retornar ao texto)
[2] - Gramsci, muito provavelmente, tem aqui em mente uma frase de Marx, que voltará a citar muitas vezes: "Não podemos julgar um indivíduo pelo que ele pensa de si mesmo" (K. Marx, "Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política ", in Marx-Engels, Obras Escolhidas, Rio de Janeiro, Vitória, vol.1, 1956, p.335). (retornar ao texto)
[3] - É aqui mencionada a obra de Kautsky, O programa socialista. Princípios fundamentais do socialismo, que Gramsci conhecia a edição italiana (Milão, Avanti, 1914).

agosto 22, 2007

Reflexões materialista

O MÉTODO DA ECONOMIA POLÍTICA
O concreto é concreto porque é a síntese de muitas determinações, isto é, unidade do diverso. Por isso o concreto aparece no pensamento como o processo da síntese, como resultado, não como ponto de partida, ainda que seja o ponto de partida efetivo e, portanto, o ponto de partida também, da intuição e da representação. No primeiro método, a representação plena volatiliza-se em determinações abstratas, no segundo, as determinações abstratas conduzem à reprodução do concreto por meio do pensamento.

Karl Marx


Esquerda à frente


O PSOL Partido Socialismo e Liberdade está consolidado em Maringá. Dentre suas atividades políticas está a realização, na primeira quinzena de outubro, da 1ª Convenção, para deliberação sobre eleições 2008. Assim, as bases partidárias definirão os rumos do partido em Maringá, bem como as possíveis alianças no pleito eleitoral. O que se sabe é que o partido deverá lançar candidato à Prefeito e à Câmara de Vereadores. Quanto a possíveis alianças, somente com partidos de esquerda. Desse princípio, não abrimos mão.

agosto 16, 2007

VI Jornada de Estudos Antigos e Medievais



PROGRAMAÇÃO


03/10/2007 - Quarta-feira

19:00 - 19:30 - Entrega do Material aos Inscritos
19:30 - 20:00 - Abertura Oficial do Evento
20:00 - 22:30 - Mesa-Redonda: A Antigüidade sob o olhar contemporâneo.
Prof. Dr. Márcio Loureiro Redondo - Núcleo de Pesquisa da História Cultural de Israel
Profª. Dra. Lízia Helena Nagel - CESUMAR
Prof. Dr. Aécio Flávio de Carvalho – UEM
Profª. Dra. Renata Lopes Biazotto Venturini - UEM


04/10/2007 - Quinta-feira

08:00 - 09:30 - Mesa-Redonda: Literatura e Educação na Antigüidade e Medievo
Profª. Dra. Clarice Zamonaro Cortez - UEM
Prof. Dr. José Joaquim Pereira Melo – UEM
Profª. Dra. Margarida Maria de Carvalho - UNESP/Franca
09:30 - 10:00 - Café
10:00 - 11:30 - Palestra: Educação, Arqueologia e História: a busca por um diálogo.
Palestrante: Profª. Dra. Renata Senna Garraffoni - UFPR

13:30 - 15:30 – Sessão de Comunicações
15:30 - 16:00 - Café
16:00 - 17:40 - Mini-Curso

19:30 - 22:00 – Palestra: Religiosidade Camponesa na Alta Idade Média Ocidental
Palestrante: Prof. Dr. Mario Jorge da Mota Bastos (UFF)


05/10/2007 - Sexta-feira

08:00 - 09:30 - Mini-Cursos
09:30 - 10:00 - Café
10:00 - 11:30 - Palestra: Plotino e os Gnosticos
Palestrante: Prof. Dr. Reinholdo Aloysio Ullmann - PUC/RS

13:30 - 15:30 – Mesa-Redonda: Educação e Cultura na Antigüidade e Medievo
Profª. Dra. Angelita Marques Visalli - UEL
Prof. Dr. Paulo Ricardo Martines – UEM
Profª. Dra. Marcella Lopes Guimarães - UFPR
Profª. Dra. Terezinha Oliveira - UEM
15: 30 – 16:00 Café
16:00 – 17:30 – Mini-Cursos

19:30 - 21:30 – Palestra de encerramento: A Educação na Idade Média: A "Retórica Nova" (1301) de Ramon Llull
Palestrante: Prof. Dr. Ricardo Luiz Silveira da Costa - UFES
21:30 - 22:00 - Sessão de Encerramento do Evento
para fazer sua inscrição, visite o site: http://www.ppe.uem.br/vijeam/

agosto 15, 2007

Sobre Escola

Escola é... o lugar onde se faz amigos, não se trata de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos.... Escola é, sobretudo, gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece, se estima. O diretor é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão. Nada de ‘ilha cercada de gente de todos os lados’.

Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém, nada de ser tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se ‘amarrar nela’! Ora, é lógico... numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz.

Paulo Freire

Reflexões sobre política


O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,

do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio

dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia

a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,

o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,

pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

Bertold Brechet

agosto 11, 2007

Sobre o medo


A Cruz de Giz

Eu sou uma criada. Eu tive um romance
Com um homem que era da SA.
Um dia, antes de ir
Ele me mostrou, sorrindo, como fazem
Para pegar os insatisfeitos.
Com um giz tirado do bolso do casaco
Ele fez uma pequena cruz na palma da mão.
Ele contou que assim, e vestido à paisana
anda pelas repartições do trabalho
Onde os empregados fazem fila e xingam
E xinga junto com eles, e fazendo isso
Em sinal de aprovação e solidariedade
Dá um tapinha nas costas do homem que xinga
E este, marcado com a cruz branca
ë apanhado pela SA. Nós rimos com isso.
Andei com ele um ano, então descobri
Que ele havia retirado dinheiro
Da minha caderneta de poupança.
Havia dito que a guardaria para mim
Pois os tempos eram incertos.
Quando lhe tomei satisfações, ele jurou
Que suas intenções eram honestas. Dizendo isso
Pôs a mão em meu ombro para me acalmar.
Eu corri, aterrorizada. Em casa
Olhei minhas costas no espelho, para ver
Se não havia uma cruz branca.

agosto 09, 2007

Reflexão marxista


Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado.
A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. E justamente quando parecem empenhados em revolucionar-se a si e às coisas, em criar algo que jamais existiu, precisamente nestes períodos de crise revolucionária, os homens conjuram ansiosamente em seu auxílio os espíritos do passado, tomando-lhes emprestado os nomes, os gritos de guerra e as roupagens, a fim de apresentar-se nessa linguagem emprestada.

Revolução Cubana

O fascínio da Revolução Cubana está em que ela desmente todos os dogmatismos possíveis, tanto os “especificamente científicos” quanto os “puramente socialistas”. O dogmatismo, é certo, não passa de uma simplificação, feita em nome do pensamento sobre a “essência”, a “verdade, o “modo de ser” da realidade pensada. Feito em termos científicos, o dogmatismo desloca a crítica das teorias em favor da verdade absoluta; feito em termos socialistas, ele desloca a crítica dos fatos em favor da única escolha possível.
Florestan Fernandes

Reflexão 4

"A essência da propaganda é ganhar as pessoas para uma idéia de forma tão sincera, com tal vitalidade, que, no final, elas sucumbam a essa idéia completamente, de modo a nunca mais escaparem dela"
"A propaganda quer impregnar as pessoas com suas idéias. É claro que a propaganda tem um propósito. Contudo, este deve ser tão inteligente e virtuosamente escondido que aqueles que venham a ser influenciados por tal propósito NEM O PERCEBAM."
"Aquele que sabe tudo não tem medo de nada".

(Joseph Goebbels)

agosto 04, 2007

Reflexão 3

Na América Latina, a liberdade de expressão consiste no direito ao resmungo em algum rádio ou em jornais de escassa circulação. Os livros não precisam ser proibidos pela polícia: os preços já os proíbem.
Eduardo Galeano

Reflexão 2

As idéias dominantes de uma época sempre foram as idéias da classe dominante.
Karl Marx e Fridrich Engels

Reflexão 1

A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para caminhar.

Fernando Birri

Ilha das flores

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