Reflexões

"Instruí-vos, porque precisamos da vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos do vosso entusiasmo.

Organizai-vos, porque carecemos de toda a vossa força".
(Palavra de ordem da revista L'Ordine Nuovo, que teve Gramsci entre seus fundadores)

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junho 19, 2009

5 mil exigem “Fora PM e Suely da USP”

Passeata organizada nesta quinta-feira (18 de junho) pelo Fórum das Seis – que congrega as entidades representativas de professores, servidores e estudantes da USP, Unesp e UNICAMP – levou mais de cinco mil pessoas às ruas no centro da capital. Os manifestantes se concentraram no vão livre do MASP (na avenida Paulista) a partir do meio dia e seguiram em passeata pela avenida Brigadeiro Luiz Antônio até o Largo de São Francisco, na Faculdade de Direito da USP. O prédio histórico, no entanto, estava fechado por determinação do diretor e postulante ao cargo de reitor, Grandino Rodas – o mesmo que chamou a tropa de choque em 2007 para reprimir uma ocupação pacífica realizada por estudantes e militantes de diversos movimentos sociais.


Com fitas amarelas amarradas nos braços ou camisetas também amarelas, vários manifestantes lembravam a campanha das “Diretas já!”. Simbolicamente a manifestação foi encerrada no mesmo largo onde, em 1977, centenas de professores e estudantes da Faculdade de Direito lançaram a “Carta aos Brasileiros” – documento que denunciava as atrocidades da ditadura militar e exigia democracia no país.

O jurista e professor aposentado da Faculdade de Direito, Fábio Konder Comparato, um dos signatários da carta de 1977, fez um discurso que emocionou os presentes. “A universidade pública pertence ao povo porque é mantida, sobretudo, com o dinheiro arrecadado fundamentalmente dos pobres: o ICMS – um imposto regressivo, pois quem ganha mais paga menos e quem ganha menos paga mais. Mas a universidade pública está servindo aos ricos. É contra isso que precisamos nos levantar. Se a universidade pública pertence ao povo, não pode fechar as portas ao povo”, disse.
Comparato também lembrou que “os estudantes foram qualificados de bandidos e subversivos [quando ocuparam a reitoria da USP, também em 2007]. E quem fecha a Faculdade de Direito, como deve ser classificado?”. O jurista defendeu ainda as eleições diretas para escolha do reitor da Universidade de São Paulo e a composição paritária do Conselho Universitário, denunciando que “há sempre um grupelho que domina essa ou aquela unidade”. E foi efusivamente aplaudido ao afirmar ainda que “quando não há confiança entre os dirigentes e os dirigidos, os dirigentes devem sair da direção”.

Os deputados eleitos pelo PSOL Carlos Giannazi (estadual) e Ivan Valente (federal). A Conlutas, a Intersindical, a Apeoesp, o Sinsprev, e dezenas de entidades do movimento sindical também manifestação apoio à luta pela saída imediata da PM da USP, a destituição da reitora Suely Vilela e a reabertura das negociações do CRUESP (conselho de reitores) com o Fórum das Seis.

O diretor da Fasubra (Federação dos Sindicatos de Servidores Técnico Administrativos nas Universidades Brasileiras) Rogério Marzola, lembrou ainda a greve dos trabalhadores do INSS. “A política da reitora da USP não é isolada. É parte da política que o governo Serra quer implantar no Estado, que substitui o ensino de qualidade por cursos virtuais com manuais copiados do Banco Mundial. É parte da política de criminalização dos movimentos sociais, como vem acontecendo com a greve dos trabalhadores do INSS, iniciada na última terça-feira, que teve uma liminar concedida pelo judiciário ao governo antes mesmo do início da greve”.

Na próxima segunda-feira (22 de junho), acontece a reunião do CRUESP na reitoria da USP, às 14 horas. No mesmo horário, haverá um novo protesto com o lema “Fora a PM e Suely Vilela da USP”.
FONTE: SINSPREV 18/06/2009 21:09:23

6 comentários:

Wilson Rezende disse...

Rapaz entrei no seu blog e arrepiei com a musica da Mercedes, fantástico D+, quanto a USP caro Vanderlei acredito que o Serra será o próximo presidente(não com o meu voto) e será igual ao governo Lula em tudo, abraço e ótimo final de semana.

Rubão disse...

A maioria dos estudantes é contra a greve e a favor de PM, isso mostra uma votação feita entre os alunos da USP:
http://greveuspresultado.dnsalias.com/

Para mim quem faz greve é gentalha e doentes mentais!

A policia tem que meter o cacete nestes baderneiros.

Você Vanderlei como professor de história tem que mostrar e dar exemplo aos seus alunos e não ficar incentivando a baderna deste pessoal.

EMPRESARIO disse...

Isso tudo poderia ter sido evitado se a USP fizesse uma única pergunta a seus ingressantes (com o uso do polígrafo, é claro): “Você gosta de estudar ou tomar cachaça?”

ahahahahahahahahahahahahahahahahaha

Anônimo disse...

Tem que mandar todo esse pessoal da LER-QI (Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional) que manda na greve da USP pra Cuba, pra cortar cana.

Anônimo disse...

Isso é um absurdo!
Concordar com essa barbarie é terrível!
Tenho sentimento de pena e repugnância das pessoas que só pensam em seu próprio umbigo, e que não sabem do verdadeiro motivo daqueles que lutam pela melhoria da comunidade!
Penso que não seja possível que hajam pessoas que concordem com a violência e com a repressão.[Porra!]
Estou indignada com o ocorrido e com o comentário de alguns colegas acima!

Wilson Rezende disse...

Realmente quem organizou e levou a greve da USP Para frente foi a tal LER-QI -Liga Estratégia Revolucionária, o pessoal do PT nem aparece, o do PSOL com seu radicalismo-neutro-chique nem cheira nem fede, já o PSTU(que não tem mais moral nenhuma nas Universidades, veja o exemplo da UEM) como sempre chega depois para pegar o resto do resto, mesma estrategia o PSTU usa nos sindicatos pegando os sindicalistas da pelegaida CUT para concorrer nas eleições.

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