Reflexões

"Instruí-vos, porque precisamos da vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos do vosso entusiasmo.

Organizai-vos, porque carecemos de toda a vossa força".
(Palavra de ordem da revista L'Ordine Nuovo, que teve Gramsci entre seus fundadores)

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fevereiro 22, 2013

Capitalismo sem riscos até eu quero (os brasileiros também)


Charge de Latuff.
Charge de Latuff.
As privatizações serão bancadas com recursos públicos. Ou seja, eu, você, nós brasileiros pagaremos a conta, mas o lucro será privado. Meia dúzia terá acesso a essa modalidade de capitalismo sem riscos. Assim, até eu quero.
O Tesouro Nacional vai bancar as concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. A modalidade de financiamento público para farra privada seguirá basicamente os mesmos passos da era FHC. Antes, no período tucano, o dinheiro era drenado via BNDES. Agora, sob a batuta de Dilma Rousseff, segundo reportagem de Valdo Cruz, da Folha de S. Paulo, a grana do erário será distribuída a bancos privados, a juros módicos, para pagar a privatização.
Nós, os cidadãos, inclusive os que não concordamos com a redução do Estado na economia, estamos garantindo o enriquecimento de alguns poucos espertalhões. Por que esses empresários não metem a mão no próprio bolso? Ora, pois, eles suportam o capitalismo com riscos!
Ontem mesmo, em entrevista na Rádio Banda B, em Curitiba, eu falava sobre isso (clique aqui para ouvir).
O sistema Telebrás (telefônicas) foi privatizado durante o governo do PSDB, a preço de bananas, com dinheiro público do BNDES. Hoje temos o pior serviço de telefonia do mundo e as tarifas mais caras do mundo. Quem lucrou e ainda lucra? Apenas as empresas privadas que monopolizam o mercado.
O modelo de concessões e privatizações que o governo federal pretende ressuscitar já foi derrotado nos anos 90. Será que se almeja uma marcha à ré na história, rumo às trevas proporcionadas pelo neoliberalismo econômico? Para isso só há um remédio: povo na rua.
Nesta sexta-feira (22), em todo o país, os portuários iniciam essa jornada. Todo apoio aos que lutam pela igualdade de oportunidades, inclusive de mercado. Afinal de contas, nós também queremos capitalismo sem riscos!
DO BLOG DO ISMAEL

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