Reflexões

"Instruí-vos, porque precisamos da vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos do vosso entusiasmo.

Organizai-vos, porque carecemos de toda a vossa força".
(Palavra de ordem da revista L'Ordine Nuovo, que teve Gramsci entre seus fundadores)

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março 28, 2008

Congresso de ex-presos e perseguidos Políticos exige abertura dos arquivos da ditadura


Por Brunna Rosa [Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2007 às 13:13hs]

O I Congresso de Ex-Presos e Perseguidos Políticos em São Paulo, nos dias 13 e 14 de dezembro, homenageou militantes históricos, exigiu a abertura dos arquivos da ditadura militar e anunciou o Encontro Nacional de Ex-Presos e Perseguidos Políticos, em 2008, no Congresso Nacional.

Idealizado pelo Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo, o encontro foi marcado por reencontros de militantes das diferentes alas da esquerda atuante pela redemocratização do país e enfatizou a importância do resgate histórico do período do regime militar e suas conseqüências para a sociedade, como alerta contra novas violações dos direitos humanos, semelhantes às ocorridas à época no Brasil.

“A história constantemente escondida leva à impunidade e isso precisamos mudar”, enfatizou Raphael Martinelli, coordenador do evento sobre o apoio da Comissão Estadual de Ex-presos Políticos. “Por outro lado, reconhecemos os esforços das secretarias e de seus dirigentes pelo que fizeram em favor de nossos direitos”, completa. Criada pela lei 10.726/01, a Comissão é composta por 27 representantes de entidades de direitos humanos, entre elas as secretarias de Justiça e da Segurança Pública de São Paulo.

Arquivos Uma das principais reivindicações dos movimentos é abertura dos arquivos da ditadura. O assunto é delicado, mas crucial para a construção da história do país, como afirma o promotor público Marlon Weichert. Para ele, é necessário para a consolidação da democracia no país a “construção da verdade, através da abertura dos arquivos, a responsabilização dos culpados, para inibir a cultura da impunidade, a reparação as vítimas da ditadura, através das indenizações e a reforma na estrutura do Estado, para evitar repetição da barbárie”.

O evento também homenageou diferentes atuações frente a ditadura militar, como a de Carlos Marighella, Perseu Abramo, Maria Amélia Teles, Carlos Lamarca, Pedro Lobo, Dulce de Sousa Maia, Idibal Pivetta entre outros.

Revista Fórum

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