Reflexões

"Instruí-vos, porque precisamos da vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos do vosso entusiasmo.

Organizai-vos, porque carecemos de toda a vossa força".
(Palavra de ordem da revista L'Ordine Nuovo, que teve Gramsci entre seus fundadores)

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março 30, 2008

Blog, anonimato?

Concordo com o que escreveu o Sr. Wilson Bespalhuk no Diário de Maringá, no dia 30 de março de 2008, sobre os que escrevem em blog sob o anonimato. Mas, há um ponto que o Wilson não levanta, que é o controle ou filtro pelo dono do blog. Se é verdade que é livre a manifestação do pensamento, os blogueiros que expressam seus pensamentos não deveriam filtrar as respostas ou críticas dos post efetivados. Mais do que se manifestar, os blogueiros não deveriam filtrar as respostas dadas. Dois pesos duas medidas essa é a condição de uma verdadeira domocracia. Se isso fosse para além da internet, atingindo os programas de tv, Pinga Fogo não mais faria a defesa intransigente da família Barros.

O evangelho segundo o PCB pentecostal

1. Amarás a direita acima de tudo.
2. Compactuará com os designeos da família Barros.
3. Participará da derrota do povo para a elite maringaense
4. Comungará com os príncipios Deus, propriedade e família.
5. Falarás Deus é comunista.
6. Trabalharás em defesa da propriedade capitalista.
7. Afirmará que os pobres comerão o pão que o diabo amassou.
(semana que vem tem mais "mandamentos".

março 29, 2008

Tudo que é sólido se transforma em pó

Maringá é um colírio nos olhos dos grandes empreiteiros. Essa da justiça permitir que a rodoviária velha seja demolida, sem levar em consideração o valor do patrimônio histórico ali existente, é uma catapulta para se dizer que a memória histórico de um povo não deve ser mantida. O Japão, país milenar, a quem a família Barros tanto elogia, tem seus patrimônios históricos resguardados da sanha imobiliarista. O centro de Maringá seria mais valorizado com a reforma da rodoviária, transformando-a em um museu histórico na parte baixa e, na parte superior criar um centro de convenções, para que as entidades de classes pudessem ter um espaço público para desenvolverem atividades culturais, políticas etc. Construir a consciência histórico de um povo é resguardar seu patrimônio histórico. Não podemos tornar tudo efemêro, como quer a família Barros, somente a solidez torna grande a cultura de um povo.

PMDB, dois senhores

O PMDB maringaense vai dividido nas eleições de 2008. Os representantes diretos do partido na Câmara Municipal de Maringá estão dando apoio ao atual prefeito Silvio II do PP. João Ivo terá fortes aliados dentro do partido na disputa pela prefeitura, mas não contará com os vereadores no palanque, o que pode frustar a campanha. Até agora, o diretório do partido não conseguiu unificar o partido em torno de um projeto comum para Maringá e, quando atentarem para o fato, poderá ser tarde demais. Ou o PMDB faz uma purificação em seus quadros ou continuará a ser um partido "partido" que não justifica sua existência na cidade.

março 28, 2008

Max Altman: "Inconformados, desolados, consternados"

Foi deflagrada a paz em Santo Domingo pela cúpula do Grupo do Rio. A Folha de S. Paulo, seus colunistas da página 2 e repórteres da editoria Mundo não se conformam. A linha editorial é que os problemas nas fronteiras – que, por sinal, datam de décadas – persistem, são graves, as ações das Farc transbordam as fronteiras, são apoiadas e financiadas por Venezuela e Equador, e o comportamento militarista de Chávez pode ser o estopim de uma confrontação bélica.

Por Max Altman

Exagero? Leiam esse trecho do editorial deste domingo, 9: “O caudilho [Chávez] já havia classificado como legitimamente "bolivariana” a delinqüência sanguinária das Farc. No decorrer da crise, suas ameaças e bravatas encaminhavam-se no rumo de insuflar as hostilidades contra o governo colombiano, cujas ligações com a administração George W. Bush perturbam seu projeto de hegemonia na região.” O esquema de pensamento é simples: “guerra preventiva” contra o terrorismo das Farc e quem as abriga. E se algum aliado bolivariano dos delinqüentes sanguinários e hostil ao governo colombiano quiser impor sua hegemonia na região, chamemos o Bush para resolver a questão.

O Estado de S. Paulo, seus editorialistas, especialistas em armamento e estratégia militar, experts escolhidos a dedo, estão desolados. Insistem em dizer que uma organização criminosa, as Farc ‘por supuesto’, dedica-se há décadas à desestabilização do regime democrático colombiano – nenhuma menção ao paramilitarismo nem ao genocídio político da União Patriótica – e seria necessário um esforço internacional conjunto para uma definitiva vitória contra as Farc. Nenhum país de nossa região e país algum do resto do mundo se ofereceu a este esforço. Exceção: os Estados Unidos do presidente Bush. Hipérbole? Leiam esse excerto do editorial do domingo, 9: “As causas da crise continuam intocadas. Elas se resumem ao apoio que os atuais governos da Venezuela e do Equador têm dado às Farc – o caudilho Hugo Chávez, porque o governo de Álvaro Uribe é um obstáculo a seu projeto de transformar os Andes num quisto socialista, e Rafael Correa, porque anda a reboque de Chávez.” Quisto socialista, ‘that’s the question’.

A Rede Globo, seus apresentadores e âncoras, os estrategas militares, ex-embaixadores em Washington dos tempos da submissão, catedráticos, uma espécie de pitonisas, de relações internacionais e de Direito Internacional, estão consternados. Diante das câmeras exigiam nada menos que o extermínio das Farc e o enfrentamento bélico de quem se atrever a ajudá-las, em nome do ‘direito à perseguição’. Nada de soberania que este é um conceito ultrapassado, e quem a pôs por terra foram os insurgentes, os rebeldes, os guerrilheiros, modernamente chamados genericamente de terroristas.

Inconformados, desolados e consternados – e defendendo as mesmas posições - estão os grandes veículos de comunicação televisivos e rádios-eletrônicos dos diversos países, independente da atitude de seus governos. Foxnews, CNN, El Tiempo de Bogotá, El País de Madrid, El Nacional de Caracas, El Deber de Santa Cruz, La Nación de Buenos Aires, El Mercúrio de Santiago, Diário Hoy de Quito, e por aí vai.

Quem pôde acompanhar pela Telesur a transmissão integral da sessão do dia 7 de março da Cúpula do Clube do Rio assistiu – diante das imagens não cabe a menor dúvida – ao presidente dominicano Leonel Fernández propor, logo após a intervenção do presidente Chávez, e citando nominalmente ao chefe de Estado venezuelano, que os litigantes se dessem as mãos e encerrassem a crise. Foi aí que se viu o presidente Uribe, que por sinal defendeu com competência e ardor as suas posições, dizer que não era homem de egos e levantar-se para seguir em direção a Correa, depois a Chávez e depois a Ortega para os apertos de mão e abraços. Só depois desta cena é que uma comissão de presidentes pôde redigir a declaração de Santo Domingo que reafirmou o respeito à inviolabilidade da soberania de um país, que deu garantias de que ações como esta não se vão repetir, que recebeu da Colômbia desculpas formais pelo episódio e que registrou que os países devem se opor aos grupos irregulares.

A repercussão do episódio não demorou a surgir. O presidente do Peru, Alan Garcia, figadal adversário de Chávez, reconheceu que o presidente venezuelano foi um dos protagonistas do bom acordo e aproximação dos presidentes do Equador e da Colômbia. O chanceler dominicano, Carlos Troncoso, disse que Chávez se comportou como verdadeiro pacifista. Mais longe foi o secretário-geral da OEA, Insulza, ao afirmar que a intervenção do presidente Chávez foi bastante decisiva e tremendamente construtiva. Recordou que Chávez havia dito coisas muito duras nos dias anteriores, porém nesta oportunidade fez um pronunciamento extenso, ponderado, reflexivo, muito conciliador e acredita que isto teve um papel muito importante.

No dia seguinte, tendo ao lado a mãe de Ingrid Betancourt, Chávez roga pela televisão a Marulanda deixar livre esta refém e reafirma que continua disposto a continuar ajudando na libertação de todos os seqüestrados e pela paz na Colômbia. Em outro momento, ordenou que os 10 batalhões deslocados para a fronteira regressassem aos seus quartéis, que fossem restabelecidas as relações com o vizinho país e que o comércio na fronteira com a Colômbia fosse imediatamente normalizado, a ponto do ministro da Fazenda de Bogotá, Oscar Zuluaga, ter declarado que “os fluxos comerciais de 6 bilhões de dólares com a Venezuela e 3,5 bi com o Equador ao ano são realidades que se devem normalizar rapidamente. Serão imediatos os resultados econômicos após os acordos entre os presidentes Uribe, Chávez e Correa.

Convém ressaltar a proposta do presidente Rafael Correa, após a tensão dos dias de crise, de criar um novo organismo continental, sem os Estados Unidos. “Um dos problemas de que a OEA pudesse avançar mais rápido é que os Estados Unidos queriam bloquear todas as tentativas de resolver a questão em favor do Equador. Em um só dia em Santo Domingo se resolveu a crise e vejam a OEA quanto tempo vai tomar”.

Pela primeira vez na história da OEA, que tem sede em Washington, a participação dos Estados Unidos foi rigorosamente marginal. Em Santo Domingo, num ambiente latino-americano, em meio à discussão franca e direta, uma solução pacífica ao conflito foi encontrada. Trata-se de uma vitória histórica dos países da América Latina, de sua soberania e autodeterminação, da paz entre povos irmãos, um marco a clamar ‘somos os donos de nosso nariz’, de insubmissão aos tradicionais desígnios de ingerência e intervenção do Império norte-americano e uma derrota da doutrina Bush de tentar internar em nossa região os conceitos de “guerra preventiva”, do “direito à legítima defesa”, do “assassinato seletivo”.

A continuidade das relações entre Colômbia, Venezuela e Equador, bem como entre os demais países de nossa América Latina, depende agora do fiel cumprimento da Declaração da XX Cúpula do Grupo do Rio. A constituição de um grupo de países amigos para concretizar a paz e colocar estas relações no melhor lugar, do ponto de vista político,social, cultural, econômico e diplomático, viria bem a calhar. Os nossos povos e nações somos fraternais, queremos a paz. Desejamos mais além da integração, a união e tudo o que possa trazer de progresso e avanço social.

In www.vermelho.org.br

Congresso de ex-presos e perseguidos Políticos exige abertura dos arquivos da ditadura


Por Brunna Rosa [Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2007 às 13:13hs]

O I Congresso de Ex-Presos e Perseguidos Políticos em São Paulo, nos dias 13 e 14 de dezembro, homenageou militantes históricos, exigiu a abertura dos arquivos da ditadura militar e anunciou o Encontro Nacional de Ex-Presos e Perseguidos Políticos, em 2008, no Congresso Nacional.

Idealizado pelo Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo, o encontro foi marcado por reencontros de militantes das diferentes alas da esquerda atuante pela redemocratização do país e enfatizou a importância do resgate histórico do período do regime militar e suas conseqüências para a sociedade, como alerta contra novas violações dos direitos humanos, semelhantes às ocorridas à época no Brasil.

“A história constantemente escondida leva à impunidade e isso precisamos mudar”, enfatizou Raphael Martinelli, coordenador do evento sobre o apoio da Comissão Estadual de Ex-presos Políticos. “Por outro lado, reconhecemos os esforços das secretarias e de seus dirigentes pelo que fizeram em favor de nossos direitos”, completa. Criada pela lei 10.726/01, a Comissão é composta por 27 representantes de entidades de direitos humanos, entre elas as secretarias de Justiça e da Segurança Pública de São Paulo.

Arquivos Uma das principais reivindicações dos movimentos é abertura dos arquivos da ditadura. O assunto é delicado, mas crucial para a construção da história do país, como afirma o promotor público Marlon Weichert. Para ele, é necessário para a consolidação da democracia no país a “construção da verdade, através da abertura dos arquivos, a responsabilização dos culpados, para inibir a cultura da impunidade, a reparação as vítimas da ditadura, através das indenizações e a reforma na estrutura do Estado, para evitar repetição da barbárie”.

O evento também homenageou diferentes atuações frente a ditadura militar, como a de Carlos Marighella, Perseu Abramo, Maria Amélia Teles, Carlos Lamarca, Pedro Lobo, Dulce de Sousa Maia, Idibal Pivetta entre outros.

Revista Fórum

março 27, 2008

Pesquisa eleitoral: o resultado adverso

Corre por aí que houve duas pesquisas eleitorais em Maringá. A primeira encomendada pelo prefeito Silvio II e a segunda encomendada por Enio Verri. Ambas engavetadas. Porque será? a resposta é obvia. Elas não apontaram "eles" como favoritos. Traziam João Ivo na frente. Resta saber se João Ivo conseguirá unir o fragmentado PMDB em torno de seu nome. Apesar do fisiologismo desse partido, há muitas resistências internas ao seu nome. Quem aposta no PMDB?

Centralismo democrático


O PCB maringaense conseguirá manter a aliança em torno do projeto de reeleição de Silvio II. A história do partido demonstra que não, pois sempre construiu-se alianças em torno de projetos socialistas. Apesar de ter participado de algumas reuniões com o prefeito, o partido tem como princípio o centralismo democrático e, esse, aponta como única força política de aliança o PSOL. E agora José?

Madredeus - O Pastor

A suavidade da música lusitana.

Madredeus - O Pastor

A suavidade da música lusitana.

março 24, 2008

Jorge Ben: Zumbi

Gabriel, O Pensador - Racismo é Burrice

PADRE AGRIDE MULHER EM MISSA!!

O limite das relações entre as pessoas na sociedade. A falta de valores humanos leva a reações de extrema violência. Esse é o cotidiano da sociedade corrompida em seus valores.

março 23, 2008

Reflexões marxianas

A burguesia, lá onde chegou à dominação, destruiu todas as relações feudais, patriarcais, idílicas. Rasgou sem misericórdia todos os variegados laços feudais que prendiam o homem aos seus superiores naturais e não deixou outro laço entre homem e homem que não o do interesse nu, o do insensível "pagamento a pronto". Afogou o frémito sagrado da exaltação pia, do entusiasmo cavalheiresco, da melancolia pequeno-burguesa, na água gelada do cálculo egoísta. Resolveu a dignidade pessoal no valor de troca, e no lugar das inúmeras liberdades bem adquiridas e certificadas pôs a liberdade única, sem escrúpulos, de comércio. Numa palavra, no lugar da exploração encoberta com ilusões políticas e religiosas, pôs a exploração seca, directa, despudorada, aberta.

Karl Marx

Reflexões marxianas

Ser capitalista significa ocupar na produção uma posição não só puramente pessoal, mas social. O capital é um produto comunitário e pode apenas ser posto em movimento por uma actividade comum de muitos membros, em última instância apenas pela actividade comum de todos os membros da sociedade.

O capital não é, portanto, um poder pessoal, é um poder social.

Se, portanto, o capital é transformado em propriedade comunitária, pertencente a todos os membros da sociedade, a propriedade pessoal não se transforma então em propriedade social. Só se transforma o carácter social da propriedade. Perde o seu carácter de classe.

Karl Marx

Reflexões marxiana

A vida social é essencialmente prática. Todos os mistérios que seduzem a teoria para o misticismo encontram a sua solução racional na práxis humana e no compreender desta práxis.

Karl Marx

março 21, 2008

Dia Internacional contra a Discriminação Racial

Antena da Raça Por Marco Frenette
A África é um horizonte sem fim. São mais de 30 milhões de metros quadrados. São 53 países. São 850 milhões de pessoas. A África também é um poço infindável de sofrimento

Do apartheid da raça para o do dinheiro Por Anselmo Massad
Dia 10 de junho, a imprensa mundial mostra sul-africanos tomando as ruas do país para comemorar a escolha da sede da Copa do Mundo de Futebol de 2010. Fala-se de um povo unido comemorando a conquista, mas as imagens praticamente mostram apenas negros dançando e cantando.

“Quero o gol de bicicleta” Por Nicolau Soares
Doutor em administração pela USP,Helio Santos é um dos principais intelectuais negros do Brasil. Atento estudioso da questão racial, suas análises são carregadas de um tom radical muitíssimo bem sustentado. Nesta entrevista, Santos vincula o subdesenvolvimento brasileiro à condição do negro na sociedade. E para promover a inclusão que as ações afirmativas são emergenciais no país.

A História que não é contada Por Brunna Rosa
Após cinco anos da sanção da lei no 10.639/03, que institui o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana na educação pública e privada em todo o país, especialistas acreditam que ainda há muito o que avançar na área

O bicho na toca Por Marco Frenette A fragilidade dos argumentos utilizados na polêmica das cotas raciais nas universidades repete a histórica tática do racismo brasileiro de atacar sem mostrar a cara

Reverter a desigualdade histórica Por Anselmo Massad
A defasagem na inserção de negros no mercado de trabalho tem ligação direta com a educação. Empresas, entidades e governo defendem a adoção de ações afirmativas como uma das principais formas de enfrentar a questão

O novo não se inventa, descobre-se Por Glauco Faria Reconhecido internacionalmente por suas contribuições à Geografia e às Ciências Humanas e, entre os que conviveram com ele, por sua generosidade e humildade, Milton Santos é hoje uma referência também para o movimento negro

A gente não se vê por aqui Por Juliana Cézar Nunes
Quilombolas contestam cobertura feita pela Globo e prometem barulho no dia 5 de outubro

A realidade das cotas Por Nicolau Soares
Sistema é recente nas universidades brasileiras, mas já dá ótimos resultados, contrariando aqueles que ainda se opõem a esse tipo de ação afirmativa

Negros ganham voz em programas de rádio Por Redação
Situação dos afrodescendentes no Brasil é tema de série de programas de rádio distribuídos gratuitamente na internet

Durban não terminou Por Sueli Carneiro
O que Durban reessalta e advoga é a necessidade de uma intervenção decisiva nas condições de vida das populações historicamente discriminadas. A opinião é de Sueli Carneiro, uma das delegadas brasileiras na conferência anti-racismo realizada na África do Sul

As medidas prioritárias Por Brunna RosaValter Roberto Silvério, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, explica por que parte da sociedade ainda resiste a mudanças na legislação e à elaboração de política públicas que combatam a desigualdade racial no Brasil

As muitas lutas de Diogo Silva
Por Glauco FariaO vencedor do primeiro ouro do Brasil nos Jogos Pan-Americanos é mais do que um esportista vitorioso. É dono de uma trajetória admirável e de uma consciência política diferenciada



http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=2339

Sobre o Professor

Professor não é, certamente, apenas aquele que ensina em determinada área específica, professor é também aquele que atua na instituição social, política e cultural, que é a escola, participando (consciente ou inconscientemente, de maneira competente ou não) das lutas políticas que se travam nela e por ela, e das experiências sociais e culturais que se desenvolvem no contexto escolar – lutas e experiências que ensinam tanto quanto (ou mais do que?) as áreas específicas em que ensinam. [...] Muitas são as dimensões do profissional professor [...]; sua formação deve, pois, abranger todas essas dimensões. Formar o professor não é apenas qualificá-lo em uma área específica, capacitá-lo teórica e metodologicamente para ensinar determinado conteúdo, mas é também formá-lo para enfrentar e construir a ação educativa escolar em sua totalidade. (M. André)

março 19, 2008

A maior manifestação de professores de sempre

100 mil professores na rua. Portugal foi palco de luta em defesa da educação. Os governos estaduais no Brasil precisam ouvir os professores. As lutas do magistério deverão ser desencadeadas pela por reajustes salariais.

Marcha da indignação- professores 080308

É uma demonstração de unidade em torno da educação. Brava gente lusitana...


Charges online

PROMOÇÃO DO FEUDALISMO TIBETANO

A promoção do feudalismo tibetano continua a desenrolar-se, sob o alto patrocínio da CIA. Os actuais protestos no Tibete, em ligação com os Jogos Olímpicos na China, haviam sido planeados e discutidos em Julho de 2007 em Nova Delhi sob a égide do embaixador estado-unidense, do sr. Jamyang Norbu que se apresenta como escritor exilado e desse bandalho do Dalai Lama que se apresenta como "líder espiritual" do Tibete. O objectivo era fazer mais uma das revoluções coloridas , ao estilo da CIA. A seguir àquela reunião a sra. Paula Dobriansky , sub-secretária de Estado dos EUA, neocon membro do PNAC, efectuou uma visita ao sr. D. Lama para coordenação. A dita sra. Dobriansky já estivera envolvida nas tais 'revoluções coloridas' na Europa do Leste. Promover revoltas com a cobertura do governo americano é uma actividade muito rentável para alguns.
A estratégia delineada em N. Delhi previa uma marcha de exilados e protestos dentro do Tibete, sempre com financiamento ciático. Está tudo a ser seguido ao pé da letra. A orquestração nos media que se dizem "de referência" não podia, é claro, deixar de faltar.
IN, RESISTIR.INFO

março 16, 2008

As margens

Do rio que tudo arrasta
se diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas
as margens que o comprimem
Bertold Brecht

Nada é impossível de Mudar

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.
Bertold Brecht

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.
Bertold Brecht

março 15, 2008

Cabe indagar?

O debate político em Maringá será focado em três nomes, a saber: João Ivo, Silvio II e Enio Verri, os demais serão coadjuvantes na política local e de pouca expressão eleitoral. Dois já governaram Maringá, um de forma direta e outro, via indireta, e um está no governo agora. No embate, as propostas focadas deverão ser um repeteco, pois de fato, até o presente momento, Maringá está longe de ser uma cidade com qualidade de vida. Existem ilhas de prosperidade e bolsões de pobreza não atendidos nos quisitos de segurança pública, educação infantil, saúde, moradia e por aí vai. Agora, na vieculação das propostas nenhum pode falar, com segurança, que vai investir na saúde, na escola pública, em moradias..., pois os resultados apresentados por ambos não fizeram acontecer. Em ambas administrações foram realizadas obras de interesse social, mas ficaram na superfície. Faltaram "recursos" para investirem em moradias populares mas não faltaram recursos para cobrir a prefeitura de afilhados políticos, como forma de retribuição política pela eleição.
Se o eleitor perceber o grau de superficialidade dessas administrações, talvéz, um "azarão" possa surpreender nessas eleições. Saber explorar as contradições dos adversários será fundamental nessas eleições.
Lembre-se, não vote em canditado ruim, a vítima vai ser você, sua família, seus pais e vizinhos e toda a sociedade.

Reflexões marxianas

A tendência para criar o mercado mundial existe imediatamente na noção de capital. Qualquer limite lhe aparece como um obstáculo a vencer. Começará por submeter cada elemento da produção de valores de uso imediato que não entram na troca. [...] O capital sente qualquer limite como um entrave, e supera-o idealmente, mas não na realidade: como cada um desses limites está em oposição com a sua determinação, a sua produção entra em contradições constantemente superadas, mas igualmente constantemente criadas de novo. Mas mais do que isso. A universalidade para a qual tende incansavelmente encontra limites na sua própria natureza que, a um certo nível da sua evolução, revelam que ele próprio é o principal entrave a esta tendência, e o empurram portanto para a sua própria abolição.
Marx

Pérolas BUSHIANAS

AOS JORNALISTAS
Deveria perguntar a quem me fez a pergunta. Não tive oportunidade de perguntar a quem me fez a pergunta qual foi a pergunta que me fez. (Austin, Texas, 8.1.01).
Penso que se você sabe o que pensa, será muito mais fácil responder à sua pergunta. Não posso responder à sua pergunta. ( Reynoldsburg, Ohio, 4.10.00 ).
A mulher que sabia que sofri de dislexia bem, eu nunca a entrevistei. (Orange, California, 15.9.00) .
POLÍTICA
A ilegitimidade é uma coisa de que só devemos falar em termos de não a ter. (20.5.96).
Creio que estamos num caminho irreversível para mais liberdade e democracia. Mas as coisas poderão mudar. (22.5.98).
Tenho o cuidado de preservar o poder executivo não só para mim, mas também para os meus predecessores. (Washington, 29.1.01).
Comprometemo-nos a trabalhar com ambas as partes para levar o nível de terror a um nível aceitável para ambas as partes. (Washington, 2.10.01).
Sei que em Washington há muitas ambições. É natural. Mas espero que os ambiciosos percebam que é mais fácil triunfar com um êxito do que com um fracasso. (Entrevista à Associated Press, 18.1.01).
A coisa mais admirável da América é que cada um deveria votar.( Austin, 8.12.00 ).
Nós queremos que qualquer pessoa que possa arranjar um trabalho seja capaz de arranjar um trabalho. ( Programa 60 minutos II, 5.12.00 ).
Um dos denominadores comuns que achei é que as expectativas surgem sempre em torno do que se espera. (Los Angeles, 27.9.00).
É importante entender que se houver mais intercâmbios comerciais haverá mais comércio. (Cimeira das Américas, Quebec City, 21.4.01).

Você decide, se quiser.



As forças da sociedade podem combater essa abjeta força que está impregnada no ente político. Nessas eleições, seu voto não pode continuar sendo a munição dessa arma. Você pode fazer justiça política elegendo pessoas com compromisso social. Basta de assistêncialismo, berço da corrupção e da imoralidade política. Com seu voto, você pode ter um Estado máximo, que promova a dignidade da vida, sem que você tenha que se rastejar por um atendimento de saúde, que é seu, por direito. Corrupção está asociada a toda forma de assistencialismo promovido pelas Câmaras municipais, pois essa não é função desse poder. Desconfiai, portanto, de vereadores que lhe acolhe nesse sentido, o preço desse atendimento você vai pagar por quatro anos ou mais. Não seja um analfabeto político, nessas eleições vote para varrer o assistencialismo barato da vida pública e que a moralidade com o erario seja a tônica desse poder.

março 14, 2008

A objetividade da História

A ciência, não a “objetividade” filistea dos salões – exige que o autor assinale os fatores sociais que condicionam os acontecimentos históricos, por mais que isso altere os nervos. A história não é um é um vazio de documentos e sentenças morais. A história é uma ciência não menos objetiva que a fisiologia. Exige um método científico, não uma “imparcialidade” hipócrita. A dialética materialista pode ou não ser aceita como método histórico científico, no entanto é preciso levá-la em consideração. A objetividade científica pode e deve ser inerente ao método empregado. Se o autor não consegue aplicar corretamente seu método, deve-se assinalar exatamente onde ocorreu o erro (Leon Trotski).

Objetivos do PSOL(artigos 6° e 7° do Estatuto)


Art. 6º - O Partido SOCIALISMO E LIBERDADE desenvolverá ações com o objetivo de organizar e construir, junto com os trabalhadores do campo e da cidade, de todos os setores explorados, excluídos e oprimidos, bem como os estudantes, os pequenos produtores rurais e urbanos, a clareza acerca da necessidade histórica da construção de uma sociedade socialista, com ampla democracia para os trabalhadores, que assegure a liberdade de expressão política, cultural, artística, racial, sexual e religiosa, tal como está expressado no programa partidário
Art. 7º - Coerente com o seu Programa, o Partido SOCIALISMO E LIBERDADE é solidário a todas as lutas dos trabalhadores do mundo que visem à construção de uma sociedade justa, fraterna e igualitária, incluindo as lutas das minorias, nações e povos oprimidos.

março 12, 2008

Azul e Vermelho: a aliança em construção

PMDB E PCdoB DISCUTEM PANORAMA ELEITORAL DO PARANÁ

As executivas estaduais do PMDB e do PCdoB reúnem-se nesta terça-feira (11), às 19h, em um restaurante em Curitiba, para aprofundar as discussões sobre as eleições municipais.

Os dois partidos, junto com o PT e o PV, firmaram um protocolo de intenções de apoio mútuo. Isto significa que o pré-candidato a prefeito de um dos partidos que estiver em melhores condições de
vencer, deverá receber o apoio dos demais.

Há algumas exceções, como Curitiba, onde todos devem lançar candidatos próprios no primeiro turno. A reunião servirá para discutir as estratégias para as demais cidades onde também há segundo turno além de fazer uma análise política de todo o Estado.

PMDB e PCdoB, como os demais aliados, buscam nestas eleições ampliar as políticas sociais dos governos federal e estadual para todos os municípios.

Os dirigentes também têm em mente na definição das alianças, o fortalecimento das agremiações para a sucessão do presidente Lula e do governador Roberto Requião.
OBS. essa mensagem recebi em meu e-mail.

Feil: 42% dos ricos admitem a tortura policial

Por André Lux [Terça-Feira, 11 de Março de 2008 às 11:09hs]

Brasil: 42% dos ricos admitem a tortura como método policial

Para um quarto da população do Brasil (26%), as forças de segurança têm o direito de apelar para a tortura de presos como método para investigar delitos que os suspeitos podem ter cometido. Mas a distribuição desta porcentagem não é uniforme. Assim, enquanto 42% da fração mais rica dos brasileiros admite esta prática como eficiente, apenas 19% das camadas mais pobres da população concorda com ela. A informação está no diário argentino Clarín, de hoje.

A pesquisa, que se denomina “pesquisa sobre valores e atitudes da população brasileira” foi realizada pelo Ibope, indicou que 68% dos entrevistados consideraram inadmissível a violência contra presos. O estudo tem uma lógica: os setores mais pobres são os que mais sofrem a repressão violenta dos organismos de segurança.

A pesquisa revela também que entre os brasileiros com cursos universitários, a aprovação da tortura chega a 40%.

A pesquisa do Ibope assinala como uma incongruência que a maioria daqueles que apóiam a tortura disseram que respeitam os direitos humanos.

Leia mais aqui.

Como se vê, para os ricos (e brancos) o Capitão Nascimento (foto), anti-herói do filme Tropa de Elite, é o cara. Outro exemplo do famigerado "fascismozinho ordinário" dormitando na subjetividade da nossa classe dominante.

Olé, toro.

março 09, 2008

Notas sobre o PMDB

Em minha juventude fui militante do MDB, que traduzia todas as correntes de esquerda existente nesse país. O velho MDB tinha princípios, identidade nacional e enfrentava as diversidades políticas em um país sem tradição de democracia e uma classe média avessa à política partidária... que poderiamos traduzir em um analfabetismo político sem precedente na história do Brasil. Esse MDB que lutava pela abertura política se perdeu, justamente, quando as forças sociais conquistaram as liberdades políticas nesse país. Nesse processo mudou a sigla para PMDB, nome pomboso e representativo dos anseios da sociedade. E as conquistas vieram, primeiro elegendo importantes governadores em 1982 e Tancredo Neves (José Sarney) para a presidência do Brasil. Mas os eleitos frustaram o povo e o partido se fragmentou. Conquistam cadeiras para o senado, câmara federal e assembléis legislativas nos estados e nos municípios, prefeituras e governos estaduais, mas não conseguem imprimir um ritmo de trabalho por faltar coerência política, ética partidária e valores nacionais. Quando isso acontecer, o PMDB terá de volta os melhores quadros da vida pública desse país.

É força, ação, aqui é o "ex-partidão"

O que é o "partidão" em Maringá? perdeu sua identidade comunista. Fiquei surpreso com a notícia sobre o PCB de Maringá, que perdeu o professor Virgilio, mas ganhou mais de quarenta novos filiados, membros da Igreja Batista, sob a orientação do professor Cesar, membro da igreja. Maringá, parece que não mais terá a palavra de ordem do partidão, que se entregou ou, como poderiamos dizer, se converteu ao cristianismo e se tornou em um partido de igreja. Triste história para um partido de tradição marxista e revolucionário. Como será que anda os militantes comunistas, que tem por princípio de vida o ateismo... putos da vida é claro. Talvez um reverso possa ocorrer e o PCB voltar a se aliar com partidos de tradição revolucionária e não buscar conciliar-se com a direita maringaense, como está acontecendo. Silvio II representa os setores mais racionários da sociedade maringaense e o PCB, com essa aliança, está se transformando em um partido entreguista... triste história, mas quem sabe é força, ação, aqui é o partidão.

O homem norte americano


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Vai de PT?

As eleições são um marco na vida democrática do país. A tradição política em Maringá é a não reeleição do executivo, que, ao que tudo indica, será quebrada pelo Sílvio II. Sílvio está seguro disso, pois o PT e PMDB, cujas siglas eram fortes no passado, não representam mais os anseios das mudanças e, olhe que o povo, por duas vezes foram traídos por essas siglas. PT e PMDB hoje tem candidatos que representam o Governo de Estado, já que os dois têem cargos no governo, e não tem mais a confiança do povo, pois quando estiveram no governo municipal pouco fizeram para provocar as mudanças necessárias a diminuição da pobreza e a dar qualidade de vida aos maringaenses. A alternativa socialista, gestada com o PSOL, ainda está em construção, mas terá candidatura própria. Alguém vai de PT?

março 07, 2008

Legislativo, qual o caminho?

A crise envolvendo os poderes legislativos, por inoperância, se alastra Brasil afora. São crises de identidade, como é o nosso Brasil, pois até a presente data, grande parte dos poderes executivos só iludiram o povo e desconstruíram a cidadania. Um povo descrente e uma classe média alheia à política sobra políticos descompromissados com a causa pública. Reconstruir os valores da causa pública e o compromisso social com o bem público passa pelo envolvimento da classe média na cena política. O fortalecimento do legislativo freará o desmando do executivo, posto que esse poder é, por lei, fiscalizado pelo legislativo. Seriedade e compromisso político desses poderes tornará esse país em um potência mundial em menos de uma década. Pena que a maioria das pessoas com esse perfil estão longe da vida política. Nada é impossível mudar.

Mulheres, a hegemonia masculina.

Nesse 8 de março, assistimos a presença feminina em um dia de luta. A luta social das mulheres passa pela luta da emancipação da humanidade, sem a qual, as mulheres estarão subjugadas no mundo masculino. As conquistas femininas não são sinais de sua liberdade, pois a sociedade é extremamente machista, basta assistir os BBBs para verem o comportamento masculino e o feminino preso sob o controle da mídia. Naquilo que é de sua responsabilidade, como gerar um filho, grande parte das mulheres se escondem atrás da Igreja para não participarem da luta que é sua e também dos homens. Não basta serem votadas, terem cargos de poder em empresas públicas ou privadas, serem empresárias ou não, a condição feminina só terá plena liberdade quando houver a emancipação humana e, esse processo, não se dará no capitalismo.

março 06, 2008

A Mídia brasileira e a América Latina

A mídia brasileira não quer que os paises da América Latina tenham soberania em seu próprio território. Alguns senadores e deputados de extrema direita usam da tv pública do senado, da câmara e de emissoras privadas para veicular ataques contra a soberania de países que lutam para emancipar-se do jugo imperialista, inclusive do imperialismo brasileiro, cujo expansionismo e conquista se dá desde o "nascimento do Brasil", com as capitanias hereditárias. O que mais incomoda a mídia e a direita entreguista nesse país e a resposta que as massas estão dando aos projetos nacionalistas com potenciais socialistas e empurrando seus dirigentes para a luta de classes. Essa tentativa recente de desqualificar os governos equatoriano e venezuelano, por ações na fronteira, contra o governo colombiano é irresponsável e de quem não tem projeto de seborania. Se o Brasil sofresse uma "intervenção" colombiana, com o mesmo argumento utilizado por Uribe, a reação seria outra e declatariam guerra, como foi proposto pela mídia no caso do gás boliviano. Se o governo Paraguaio resolver rever o acordo que construiu Itaipu, qual será a reação dessa mídia, pode crer que será de ataque à soberania paraguaia, mas quando o povo brasileiro pede para rever as privatizações ela se prosta em defesa das empresas. A América Latina não é mais um bordel americano. Ela respira o ar de um povo soberano, apesar de vocês.

PCB, da luta de classes à reconciliação.

É triste, para um coração comunista, ver a posição que o PCB está assumindo nessas eleições em Maringá. A aliança PCB com Silvio II é, no mínino estranha, pois as ideologias partidárias são de extrema oposição e a luta de classes está presente. Penso que o marxismo defendido pelo glorioso PCB e a sua trajetória política desde sua criação, em Maringá, está sendo jogado no lixo. Acreditar que a direita pode fazer a "revolução" é não ter lido nem mesmo o Manifesto Comunista, escrito por Marx em 1848. Me faz acreditar que os pcbistas de Maringá não têm em seu horizonte político a ação de transformar a realidade social de Maringá. É deixar de ser um partido revolucionário. É triste, muito triste ver acontecer isso com o Partidão.

março 01, 2008

Conjecturas sobre o PSBD


O PSBD de Maringá terá candidato à prefeitura? muitos acreditam que não. Afinal, Wilson Mattos não é um nome forte para o partido? Se sim porque não lançam como candidato? Acredito que a direita do partido teme que o rompimento com Silvio II abra as portas da prefeitura para um candidato de centro-esquerda. Essa lógica é pertinente, mas Wilson Mattos, se tiver apoio de setores ligados ao ensino privado, poderá surpreender nessas eleições, pois é um nome com pouco desgaste político. Se o PSDB lançar candidatura, quem perde é o candidato Silvio II, pois muitos de seus financiadores de campanha migrarão para o PSDB. Só as urnas poderão confirmar essa conjectura.

PT e PMDB juntos? parece que sim.




O PT e o PMDB maringaense estão costurando uma aliança política para derrotar Silvio Barros nas eleições desse ano. A dúvida entre eles é quem será candidato à prefeito? Ênio ou João Ivo. A solidez da candidatura popular de João Ivo, que já tem um eleitorado próprio e o candidato dos empresários maringaense Ênio Verri estão em disputa pela indicação. A ação do Governo Requião, nessas eleições, poderá definir o candidato à prefeito dessa possível coligação. É esperar para ver.

Pela dignidade do senado brasileiro

O Senado Federal parece que acordou para a gritante realidade da suplência de senador, o que muitos vem chamando de senador voto zero. Esse "acordar" vem tarde, mas vamos ver se "eles" conseguem acabar com essa aberação eleitoral. Acordos destrutivos da moral pública vem com a suplência de senador, pois o financiamento da campanha do titular, muitas vezes, gera compromissos de licenciamento para que o suplente assuma a cadeira do senado. Em muitos casos, passa-se de pai para filho, como se o mandato fosse hereditário, como é o caso de ACM e de Edson Lobão e isso depõe contra a ética e a moral do Senado Brasileiro, que, de crise em crise, vai se ajustando às estruturas da corporação.
Se os pares não acabarem com a figura de senador voto zero, a sociedade mobilizada poderá requerer um plebiscito sobre o tema. A senhora democracia agradecerá esse feito.
Acabar, portanto, com a suplência de senador é dar dignidade aos próprios senadores, que o povo, de forma soberana, elegeu-os para um mandato de oito anos. Acabem com a patifaria de senador voto zero gritam os eleitores de todo o Brasil.

Ilha das flores

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