As disputas no congresso e no senado procura iludir o eleitorado de que há uma oposição consistente de projetos para o Brasil, mas fica nisso. O projeto que essas siglas desenham para o Brasil é o de deboche para o Brasil, pois não querem efetivamente por fim aos "propinodutos" existentes. Isso significa deixar de financiar a acumulação capitalista com dinheiro público. É priorizar o capital produtivo, enquadrando o capital financeiros aos ditames do Estado. É fazer do Banco Central uma instituição do Estado, que controla o jogo financeiro e não ser controlado por ele. Sem mencionar a saúde, reforma agrária, educação, transporte etc, que ambas as siglas tiveram um discurso arrebatadores. Esses desafios essas siglas não querem fazer.
"Não há estrada real para a ciência e só têm possibilidade de chegar aos seus cumes luminosos aqueles que não temem cansar-se a subir as suas escarpadas veredas" (Karl Marx - 1872)
Reflexões
"Instruí-vos, porque precisamos da vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos do vosso entusiasmo.
Organizai-vos, porque carecemos de toda a vossa força".
(Palavra de ordem da revista L'Ordine Nuovo, que teve Gramsci entre seus fundadores)
abril 30, 2008
PT e PSDB há algo em comum?
As disputas no congresso e no senado procura iludir o eleitorado de que há uma oposição consistente de projetos para o Brasil, mas fica nisso. O projeto que essas siglas desenham para o Brasil é o de deboche para o Brasil, pois não querem efetivamente por fim aos "propinodutos" existentes. Isso significa deixar de financiar a acumulação capitalista com dinheiro público. É priorizar o capital produtivo, enquadrando o capital financeiros aos ditames do Estado. É fazer do Banco Central uma instituição do Estado, que controla o jogo financeiro e não ser controlado por ele. Sem mencionar a saúde, reforma agrária, educação, transporte etc, que ambas as siglas tiveram um discurso arrebatadores. Esses desafios essas siglas não querem fazer.
abril 29, 2008
Apartheid: espaço negro é discriminado e vigiado na Virada Cultural
tranquilamente nas ruas cotidianamente ocupadas por mendigos, trombadinhas, prostitutas, vendedores de crack e outros párias - não passaram despercebidas
as atitudes racistas da organização do evento para quem freqüentou o espaço destinado à apresentação dos grupos de hip-hop e black music. Dentro da filosofia de segmentação dos espaços de acordo com os ritmos apresentados, a organização da
Virada Cultural "segregou" o hip-hop e a black music para um local mais distante do centro, a Praça Cívica do Parque D. Pedro, atrás da antiga sede da prefeitura,
o Palácio das Indústrias. O local é de acesso difícil e fica mais distante da maioria dos espaços centrais onde aconteceram outras apresentações. Os freqüentadores deste espaço na Virada, além de enfrentarem a distância, ainda passaram pelo constrangimento da ação ostensiva da Polícia Militar que mobilizou o seu maior contigente para este local e ainda praticaram atos que não se verificaram em outros espaços, como uma rigorosa revista em bolsas, sacolas e no próprio corpo, tanto em homens como em mulheres. A entrada de cervejas e refrigerantes em lata foi proibida (ao contrário de outros locais, onde a venda de bebidas era livre). O rapper Rappin' Hood afirmou: "Estamos sitiados". Para Thaíde, "a localização do palco é uma forma de demonstrar o preconceito". Estas duas declarações foram publicadas na matéria Rappers reclamam de revista da polícia e do local do palco publicada na Folha de S. Paulo de 28 de abril, na página E-5. Na mesma página, a Folha de S. Paulo dá destaque para uma ação policial que impediu a apresentação de um
grupo francês de dança no largo Santa Ifigênia. Esta mesma matéria é iniciada da seguinte forma: Foco de atenção da última Virada Cultural com o show dos Racionais MC's na praça da Sé - que terminou em pancadaria entre policiais e espectadores - o hip hop ficou longe do núcleo da festa nesta edição do ano. O que se infere desta abertura da matéria é que a discriminação deu-se por conta de uma visão
construída, a partir da generalização de um fato particular, de que show de rap é um risco e, portanto, deve ser segregado e colocado sob rígida vigilância. A
lembrança ao episódio do ano passado que envolveu os Racionais também é lembrada na matéria sobre o problema com o grupo francês de dança, com
destaque inclusive no "olho" (O secretário municipal de cultura … disse que a ferida de 2007 ainda estrá aberta). Traduzindo: o fato que ocorreu no show dos Racionais
no ano passado prejudicou, em primeiro lugar (seguindo a hierarquia estabelecida pelo jornal em termos de destaque) a apresentação do grupo francês de dança e também foi responsável pelo constrangimento a que tiveram que passar os fãs de hip-hop e black music neste ano. A culpa é dos pretos pobres que impedem que se civilize a cultura e o centro de São Paulo degradado pelos párias (prostitutas, mendigos, "crackeiros", bêbados). No palco do samba, na Santa Ifigênia, durante a
apresentação do Quinteto em Branco e Preto no domingo à tarde, um grupo de jovens, brancos e de classe média, se divertia fumando cigarros e cigarros
de maconha, bebendo latas e latas de cerveja e outras bebidas alcóolicas, apresentando-se totalmente tontos e prestes a cair em cima de pessoas - atitudes quesocialmente são justificadas pelo visual "hippie" e pela permissividade de comportamentos quando estes são praticados por pessoas da classe média
branca em espaços negros. Nenhuma crítica moralista nisto, mas nota-se com os fatos que o inverso não é verdadeiro. Ou será que jovens negros podem ficar alterados com bebidas e drogas na apresentação, por exemplo, de um grupo de dança francês?
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Dennis de Oliveira é professor da Escola de Comunicações e Artes da
USP, jornalista, doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, presidente do Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) e membro do Neinb (Núcleo de Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro). E-mail:
dennisoliveira@uol.com.br
O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil (III)
A Rede Globo consegue mudar até o fuso horário do Brasil.
O Brasil inteiro dormia e acordava inocente da necessidade premente de o Acre, o Pará e mais algumas dezenas de municípios do Amazonas mudarem seu fuso horário. Mas foi só as emissoras de TV (à frente a hegemônica Rede Globo) terem que adequar sua programação aos fusos horários do país, respeitando a classificação indicativa, para que a necessidade de uma mudança geral acontecesse.
Veja bem, esse fuso horário foi adotado em 1913, mas só agora, quase cem anos depois, após ameaças da Rede Globo de apenas transmitir em VT os jogos de futebol para aqueles estados da região Norte, descobre-se que ele prejudica atividades econômicas, tem mau hálito e chulé.
O presidente Lula sancionou na última quinta-feira o projeto de lei do senador petista Tião Viana, lá do Acre, que diminui em uma hora o fuso daquela região, em relação a Brasília. Com isso, descobrimos que há quase cem anos eles são prejudicados, pois agora o novo fuso lhes vai proporcionar economia de energia, integração de transportes e facilitará as transações econômicas com os demais estados. Parece piada.
O Altino Machado, nosso blogueiro acreano, postou uma foto da capital, Rio Branco, no novo horário em que as crianças sairão para as escolas e os trabalhadores para o trabalho. Clique aqui para vê-la. É um breu. Mesmo assim o presidente assinou o projeto que entrará em vigor daqui a 60 dias, para alegria da Globo.
Por isso reproduzo a seguir trechos de uma postagem de junho do ano passado:
As Organizações Globo têm um peso descomunal no Brasil. Esse peso descomunal deve ser discutido no Congresso. É necessário que se criem mecanismos regulatórios para garantir a liberdade de expressão. E a liberdade só pode existir se for plural, se não houver uma instância - como as Organizações Globo - com o poder de influenciar mais de 70% da população. Mecanismos que proibissem – como acontece em outros países, inclusive os EUA - a concentração de veículos de comunicação nas mãos de um só grupo, numa mesma cidade ou estado. Aqui no Rio, por exemplo, as Organizações Globo têm a TV Globo (RGTV), os jornais mais vendidos - O Globo e Extra -, estações de rádio - Globo, CBN... - além da revista Época, do portal de notícias etc., etc.
(...)... Até quando se vai permitir a concentração de poder que as Organizações Globo têm no país? Isso não faz bem para a informação livre, muito menos para a democracia. Ao contrário: não permite uma e ameaça a outra.
do blog do Mello
abril 27, 2008
Komíves Kelemenné - Folclore hungaro, relata a trágica história da Senhora Kelemen, dona de casa do mestre-pedreiro Kelemen.
Para resolver o problema, eles fazem uma lei a que solenemente todos decidem se submeter: a primeira esposa a chegar será queimada e suas cinzas serão misturadas à cal, para obtenção de uma argamassa indestrutível com a qual deverão erguer a grande fortaleza.
Acontece que a Senhora Kelemen é a primeira a partir para Déva em sua finíssima carruagem puxada por quatro lindos cavalos baios. A maio-caminho, o cocheiro lhe implora para deixá-lo voltar, dizendo que em sonho tivera uma premonição, e vira o filhinho dela cair e morrer no fundo do poço que havia no meio do pátio de sua casa. A senhora o faz calar, com palavras a que ele não poderia replicar:
segue, cocheiro, a carruagem não é tua, os cavalos não são teus, apressa-os!
Ao aproximarem-se de Déva, o mestre-pedereiro os reconhece de longe, pedindo a Deus para detê-los com um raio na estrada bem diante da carruagem, para que os cavalos se assustem e dêem a volta ou, se isso não funcionar, para quebrar as pernas dos quatro cavalos, de modo que não conseguissem chegar... Tudo em vão. A senhora Kelemen chega e os doze pedreiros lhe contam com as palavras muito suaves o destino cruel a que não poderia escapar. Ela os chama de "doze assassinos," inclusive seu próprio marido, e pede que esperem que vá até sua casa e volte, para despedir-se de "minhas amigas e do meu lindo filhinho...
Ao voltar, os homens a queimam e utilizam suas cinzas para fazer a argamassa forte e conseguem erguer a altíssima fortaleza de Déva, recebendo o prometido "rico pagamento em alqueires de prata e ouro". Quando a fortaleza fica pronta e o mestre-pedreiro Kelemen volta para casa, o filho não pára de perguntar pela mãe ausente. Depois de usar muitas evasivas, no final o pai tem de contar ao menino que sua mãe está enterrada entre as pedras da fortaleza de Déva. Em desespero, o filho vai até a fortaleza no alto da montanha e grita três vezes:
Mãe, doce mãe, fala comigo outra vez!
A mãe responde e a balada termina assim:
Não posso falar contigo! O peso das pedras me cala!
Estou emparedada e enterrada nessas pedras tão pesadas...
O coração dela então se partiu e com isso a terra se abriu, o menino caiu no fundo e ali foi enterrado.
Publicado por István Mészáros, no livro ára Além do Capital
abril 26, 2008
As marcas maringaenses
As sombras do PT
Em Maringá, Enio e Adriano vão disputar as prévias do partido. Será? Enio já não está candidato de fato? Essas prévias não seria uma encenação do partido para se dizer que é democrático? Se a corrente majoritária tem o controle do partido, tudo indica que Adriano faz parte do jogo político posto pelo PT, para tentar governar Maringá, pela segunda vez. As cartas estão sendo jogadas na mesa com precisão cirúrgica, para não serem surpreendidos no jogo político.,
abril 25, 2008
VI Seminário do Trabalho: trabalho, economia e educação
abril 21, 2008
Criminalização do movimento sindical
É possível perceber que o ponto de inflexão disso ocorreu no governo Fernando Henrique Cardoso e, mais precisamente, durante o julgamento da greve dos petroleiros de maio de 1995, liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). Os petroleiros buscavam o cumprimento de acordo de reajuste assumido pelo presidente Itamar Franco.
Além da violência repressiva empregada pelo governo FHC, as decisões legais contra os petroleiros foram tão arbitrárias, ilegítimas, que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) condenou o Brasil por atentado às organizações sindicais.
A OAB, a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho preparam, em ritmo acelerado, um seminário sobre atos anti-sindicais.
A reação à flexibilização da legislação trabalhista - que precisa, sim, ser atualizada - pode ser feroz se os movimentos sindicais perceberem que ela pode se tornar um "cavalo de tróia" para mudanças que desfigurem direitos adquiridos há décadas.
"O trabalho não pode ser visto como mero custo de produção", alerta Cezar Britto.
As decisões da Justiça do Trabalho aumentam as suspeitas nessa direção. Casos recolhidos pelo presidente da OAB consolidam as desconfianças. "Ao contrário da Justiça comum, em que as partes em conflito são consideradas iguais, a natureza da Justiça trabalhista é de proteção ao trabalhador"
As decisões da Justiça do Trabalho têm sido piores do que as que eram tomadas pela Justiça comum. Há casos inacreditáveis. A mais expressiva talvez seja uma decisão de Goiás. O juiz, em face da não interrupção de uma greve de funcionários públicos, descarregou uma multa de 100 mil reais nas costas do presidente do sindicato. Enfim, criminalizou um indivíduo por ato coletivo.
No plano dos absurdos, essa história se aproxima do feito do desenhista que fez a quadratura do círculo. A única diferença é que a história do desenhista é uma invenção. (A reportagem é de Mauricio Dias e foi publicada na Revista Carta Capital.)
Centrais matam 1° de maio
abril 20, 2008
Partido e Radicalidade: o jogo político
Radicalizar a democracia
Arte Africana - Máscaras


As máscaras sempre foram protagonistas indiscutíveis da arte africana.
Para os africanos, a máscara representava um disfarce místico com o qual poderiam absorver forças mágicas dos espíritos e assim utilizá-las na cura de doentes, em rituais fúnebres, cerimônias de iniciação, casamentos e nascimentos.
abril 19, 2008
As novas facetas da violência no campo
Por Nina Fideles, 17/04/2008.
A violência do latifúndio tem se manifestado ao longo dos anos com suas diversas facetas. A presença das empresas transnacionais e a utilização cada vez mais freqüente de milícias armadas colocam novos elementos na luta pela Reforma Agrária. Desde 2005, foram mortos 18 companheiros do MST e 87 foram presos. Estudo da Secretaria Especial de Direitos Humanos apontou que em todos os estados onde estamos organizados têm militantes ameaçados de morte.
É o mais moderno do agronegócio, para a acumulação do capital, e o mais arcaico do latifúndio. Em entrevista ao Jornal Sem Terra, o advogado da Terra de Direitos, Darci Frigo, nos fala mais sobre estes novos elementos e o papel do Poder Judiciário.
Para presidente de Itaipu, Paraguai terá "casa da moeda" com hidrelétrica
Por ano, a hidrelétrica produz, em media, 90 GWh. O Brasil e o país vizinho contraíram uma dívida de US$ 30 bilhões até concluir a obra na década de 80. Hoje, a Itaipu Binacional, com duas turbinas além das 18 previstas no projeto original, tem valor estimado em US$ 60 bilhões. Metade para cada país.
A divida de Itaipu deve ser quitada até 2022. Este ano, a estimativa é de que US$ 2,3 bilhões arrecadados com a venda da energia elétrica sejam destinados para amortização da dívida e pagamento de juros.
Favorito na corrida presidencial paraguaia, o ex-bispo católico Fernando Lugo, propôs a revisão do Tratado de Itaipu, assinado em 1973, que obriga o Paraguai a vender para o Brasil toda a energia que não é consumida no país, o equivalente a 90% da produção paraguaia.
Itaipu garante o abastecimento de energia para 95% do território paraguaio. Lugo quer vender energia para outros países e melhores preços. Se eleito, ameaça levar o caso para tribunais internacionais.
Já o ex-general Lino Oviedo e Blanca Ovelar, representante do Partido Colorado, sigla que comanda o país há 60 anos, têm um discurso mais moderado, mas querem analisar melhor o Tratado.
Ex-deputado federal pelo PT do Paraná e escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, para comandar a metade brasileira de Itaipu, Jorge Miguel Samek, afirmou em entrevista ao UOL que a chance de o tratado ser revisado é "zero" e que o Paraguai não tem do que reclamar. "O tratado é justo e correto", diz.
Para o petista, o pleito paraguaio é um "sofisma". "O Paraguai é o único país da América que não terá problemas com energia até 2050", afirma. "Quando terminar de pagar a dívida em 2022, eles vão estar sentados sobre uma casa da moeda", argumenta.
por, Diogo Pinheiro. Enviado especial do UOL Em Ciudad del Este
abril 18, 2008
Abril vermelho

Roda viva
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas rodas do meu coração...(4x)
abril 15, 2008
O aborto dos outros
12/04/2008 - 13:34 | Edição nº 517 , Revista ÉpocaÉ injusto, ineficaz e criminoso submeter uma mulher a risco de morte ou prisão por abortar
É tudo verdade. Um milhão e 54 mil mulheres abortam por ano no Brasil. Cerca de 250 mil sofrem complicações em abortos clandestinos. Há sobreviventes que são algemadas, interrogadas, detidas. Essas são todas pobres. Não fazem parte do universo dos leitores desta revista. O drama das brasileiras que decidem interromper a gravidez, legalmente ou não, é exposto num documentário sensível e revelador da paulista Carla Gallo, de 34 anos. São 72 minutos de respiração ofegante, diante do choro silencioso de personagens reais que se entregam à câmera honesta de Carla.O filme O Aborto dos Outros é uma ultra-sonografia da alma feminina, no momento delicado em que elas decidem não ter o filho. Uma menina de 13 anos, estuprada a caminho da escola, é a primeira personagem, com 19 semanas de gravidez. No quarto do hospital, ela desenha casas e árvores com sol. O rosto não é mostrado. Mas estão na tela as espinhas adolescentes, as pernas com pêlos e machucados infantis, as mãos nervosas que tiram e botam o anel. A mãe chora: "Minha filha está amparada pela lei, mas sei que Deus é contra isso". No Brasil, o aborto só é legal em casos de estupro ou risco de morte da mãe. A menina fica enjoada com as contrações induzidas pelos médicos. Escorre uma lágrima dos olhos escuros e assustados. Ela quer se livrar logo de tudo."O filme não poderia ser menos triste, mais leve, já que é a favor da legalização do aborto?", pergunta um espectador à diretora do documentário, logo após a exibição no festival É Tudo Verdade, no Rio de Janeiro. Carla fica pensando em como poderia fazer um filme feliz sobre essas histórias. Impossível. "Nunca é totalmente tranqüilo para as mulheres", diz. "Sempre existe certa dose de dor e conflito." Não há homens acompanhando as mulheres no filme. "A ausência deles é importante. Elas estão sozinhas nessa hora. O aborto é uma questão feminina", afirma Carla.O filme toma posição clara ao entrevistar médicos e juízes a favor da descriminalização. Como exemplo de hipocrisia, Carla cita um vídeo de 30 segundos do Ipas, organização pela saúde de mulheres (assista abaixo). Na rua em São Paulo, pedestres são abordados. Você é contra ou a favor do aborto? Contra, dizem todos. Você conhece alguém que já fez aborto? Sim. Você acha que essa pessoa deveria ser presa? Todos emudecem. "É como se eu tivesse levantado um tapete", diz Carla. A platéia fica chocada com a proximidade, intimidade e franqueza dos depoimentos. Uma mulher obteve autorização judicial para interromper a gravidez aos seis meses porque o feto tinha duas anomalias letais, e não sobreviveria 24 horas. "Eu queria deixar nascer por causa da religião, mas ia ser mais triste, não? Ver ele nascer e deixar para trás...". Outra diz que abortou por desespero. "Nem fiz a faxina, peguei o trem para casa, tomei remédio, fiquei deitada até a bolsa d'água estourar, sangrou, sangrou, até sair tudo, fiquei gelada. Acho que morri e voltei porque, para Deus, não era a minha hora. Fui denunciada por uma conhecida. Fiquei uma semana algemada no hospital."Caso de polícia, religião ou saúde pública? O ginecologista Jefferson Drezett, entrevistado no filme, calcula que 70 mil mulheres morram por ano no mundo em decorrência de abortos inseguros. Uma a cada sete minutos. Na semana passada, o papa Bento XVI disse no Vaticano que "aborto é culpa grave".
Filme mostra o drama de
1 milhão de brasileiras
por anoÉ injusto, ineficaz e criminoso submeter mulheres a risco de morte e prisão por abortar. Os países desenvolvidos – entre eles a terra que abriga o Vaticano, a Itália – têm aborto legal e políticas muito mais eficientes de planejamento familiar. A maternidade desejada, consciente e amparada é uma bênção para os filhos.Imaginei como Carla Gallo deve ter se exaurido ao filmar O Aborto dos Outros. "Chorei durante toda a filmagem", diz ela.Existem filmes que, quando terminam, pregam você à poltrona. Os créditos passam, mas não os vemos. É porque as cenas mais fortes voltam à mente em desordem cronológica.Eu fiz aborto. Não me orgulho, nem me arrependo.
Conflitos e mortes caem, mas sobe nº de trabalhadores explorados no campo, diz CPT
Por, Claudia Andrade, Em Brasília O total de conflitos no campo no Brasil em 2007 foi o mais baixo em um ano no governo Lula, mas a quantidade de trabalhadores explorados subiu 24,6%.
Relatório divulgado nesta terça-feira pela CPT (Comissão Pastoral da Terra) registra 1.538 conflitos no ano passado, queda de 7% em relação aos 1.657 casos em 2006. Foi a segunda queda anual consecutiva, depois de seis anos seguidos de crescimento anual no número de conflitos (de 2000 a 2005). O número de mortes no campo também caiu: foram 28 no ano passado, o número mais baixo desde 2001.
O número de trabalhadores explorados subiu de 6.930, em 2006, para 8.635, no ano passado. O crescimento foi maior na Região Sudeste, onde o número passou de 279 para 705. A região concentra as maiores lavouras de cana no país.
Fonte: UOL
Luta de classes no campo
| CONFLITOS NO CAMPO (Fonte: CPT) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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abril 14, 2008
A Cultura pede socorro
Imaginem um site (lugar) onde se pode ler gratuitamente as obras de Machado de Assis ou A Divina Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os tempos.
Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci. Onde você pudesse escutar (de graça) músicas em MP3 de alta qualidade...
Pois esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site: www.dominiopublico.
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter isso, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Ao invés de divulgar o site, é mais barato eliminá-lo , é um absurdo !!!
A Cultura pede socorro .....
Guimarães: Lula ensino a demos e tucanos como fazer oposição.
Por André Lux [Sexta-Feira, 11 de Abril de 2008 às 17:53hs]
Esta semana, Lula deu uma declaração sobre a qual a oposição parece que refletiu. O presidente disse que o PSDB e o DEM estão "sem rumo" e que levarão "uma sova" nas urnas. Hoje, a oposição anunciou que na próxima segunda-feira haverá uma "reunião de cúpula", comandada por FHC e por Bornhausen, que tentará "refinar" a estratégia oposicionista.
Além dos caciques tucano e "democrata", reunir-se-ão Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e os líderes Arthur Virgílio (Senado) e José Aníbal (Câmara). Pelo DEM, também irão ao encontro o presidente do partido, Rodrigo Maia, e os líderes José Agripino Maia (Senado) e ACM Neto (Câmara).
Até a mídia já admitiu que a oposição está "desnorteada" e que essa é a razão da "reunião de cúpula" da semana que vem. A falta de "norte" oposicionista, no entanto, constitui um inexplicável paradoxo. A oposição ao governo federal conta com uma das maiores máquinas de apoio político na imprensa que há em todo continente americano. Acredito que apoio dessa magnitude a partidos de oposição só se encontra hoje na Venezuela.
OIT 158 - O FIM DAS DEMISSÕES SEM JUSTA CAUSA
Nos termos da Convenção 158, a dispensa arbitrária, sem causa justificada fica proibida. Caso haja esse tipo de demissão, o empregador fica obrigado à reintegração ou ao pagamento de uma indenização.
A Convenção 158 foi ratificada em 1996 no país, mas o então presidente Fernando Henrique Cardoso voltou atrás e a revogou por decreto. Agora, o próprio presidente Lula enviou ao Congresso pedido de ratificação da Convenção 158 da OIT, em fevereiro, com apoio das centrais sindicais.
Os argumentos contra a ratificação são os mesmo da época em que FHC voltou atrás: perda de competitividade internacional, burocratização da demissão, aumento de custos etc. Além disso, há o aspecto da confusão jurídica, devido às conflitantes decisões dos tribunais durante o curto espaço de tempo em que a medida vigorou no país. Tudo porque o artigo 7, inciso I da Constituição Federal afirma que a relação de emprego será protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de uma lei complementar. Só que a lei ainda não existe. Haveria então o risco de incosntitucionalidade da Convenção 158.
E você, leitor, o que acha? Que outros aspectos precisariam ser abordados em uma reportagem que tratasse a fundo a ratificação da Convenção 158 no Brasil?
Publicada na Revista Fórum
abril 11, 2008
O caso das 9.896 mulheres acusadas de terem abortado
Por, FÁTIMA OLIVEIRA, Médica
Lendo a reportagem "Juiz manda interrogar 10 mil mulheres por abortos no MS", relembrei palavras do senador uruguaio Enrico Rubio: "O dilema não é pelo aborto ou contra o aborto. O dilema é pela repressão como política ou pela despenalização como política, seguida de outras coisas. As interrupções da gravidez se realizam, dezenas de milhões, sem condenação coletiva, em todos os estratos sociais. Há um texto legal que está desautorizado pela prática concreta de nossa sociedade" (4.5.2004).
Publicado em: 08/04/2008
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=886&IdCanal=2&IdSubCanal=&IdNoticia=75667&IdTipoNoticia=1
Siderúrgica será reestatizada na Venezuela
40 ANOS DO MAIO DE 1968: A POESIA ESTÁ NAS RUAS

A Câmara Municipal de Novo Hamburgo, através da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, promove nos dias 28, 29 e 30 de abril uma série de
atividades sobre os quarenta anos do Maio de 1968. Serão depoimentos de pessoas que viveram naquela época, palestras e debates com especialistas e também visitas guiadas a uma exposição especialmente montada para o evento, que contará, através de imagens, a história do ano de 1968 no Brasil e no mundo.
abril 08, 2008
Guerra Irregular Moderna: O Brasil tem guerilha
De Jéssia para Isabella

Oi, Isabella.
www.correiocidadani
abril 07, 2008
Mulheres da Via Campesina Ocupam Stora Enso no RS-Parte 2/2
Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam uma fazenda, em Rosário do Sul (RS), na manhã do dia 4 de março. A área pertence a uma empresa finlandesa e tem cerca de dois mil hectares e fica aproximadamente 400km de Porto Alegre. O grupo começou a fazer o corte de eucaliptos e o plantio de árvores nativas. Segundo a Via Campesina, a empresa não poderia ser proprietária de terras na faixa de 150 quilômetros da fronteira do Brasil com outros países, conforme a lei nº 6.634 de 1979.
Em nota, a Via Campesina informou que "plantar esse deserto verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e contra a soberania alimentar do estado, que está cada vez mais sem terra para produzir alimentos".No mesmo dia, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul, realizou a desocupação, ferindo militantes e separando 250 crianças que estavam no acampamento, segundo informações da Via Campesina.
Entre as feridas, estava a camponesa Maraísa Talaska Porto, que participou no dia 6, de uma audiência pública na Subcomissão Permanente de Defesa da Mulher no Senado. Ela apresentou aos parlamentares os ferimentos provocados por brigadianos gaúchos durante manifestação.
Redação Revista FÓRUM
Uma mentira
Outra mentira Ao mesmo tempo, um ex-vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, em trabalho conjunto com Linda Bilmes, investigou os custos da guerra do Iraque. O presidente George W. Bush havia anunciado que a guerra poderia custar, quando muito, 50 mil milhões de dólares, o que a primeira vista não parecia demasiado caro tratando-se da conquista de um país tão rico em petróleo. Eram números redondos, ou melhor, quadrados. A carnificina do Iraque dura há mais de cinco anos e, neste período, os Estados Unidos gastaram um bilhão de dólares matando civis inocentes. A partir das nuvens, as bombas matam sem saber quem. Sob a mortalha de fumaça, os mortos morrem sem saber por que. Aquele número de Bush chega para financiar apenas um trimestre de crimes e discursos. O número mentia, ao serviço desta guerra, nascida de uma mentira, que continua a mentir.
E mais outra mentira Quando todo o mundo já sabia que no Iraque não havia mais armas de destruição em massa do que as que utilizavam os seus invasores, a guerra continuou, ainda que houvessem esquecido os seus pretextos. Então, a 14 de dezembro de 2005, os jornalistas perguntar quantos iraquianos haviam morrido nos dois primeiros anos de guerra. E o presidente Bush falou do assunto pela primeira vez. Respondeu: “Uns 30 mil, mais ou menos”. E a seguir fez uma piada, confirmando o seu sempre oportuno humor. No ano seguinte, reiterou o número. Não esclareceu que os 30 mil referiam-se aos civis iraquianos cuja morte havia aparecido nos diários. O número real era muito maior, como ele bem sabia, porque a maioria das mortes não se publica, e bem sabia também que entre as vítimas havia muitos velhos e crianças. Essa foi a única informação proporcionada pelo governo dos Estados Unidos sobre a prática do tiro ao alvo contra os civis iraquianos. O país invasor só faz contas, detalhadas, dos seus soldados caídos. Os demais são inimigos, ou danos colaterais que não merecem ser contados. E, em todo caso, contá-los poderia ser perigoso: essa montanha de cadáveres poderia causar má impressão.
E uma verdade... Bush vivia seus primeiros tempos na presidência quando, a 27 de Julho de 2001, perguntou aos seus compatriotas: “Podem vocês imaginar um país que não fosse capaz de cultivar alimentos suficientes para alimentar a sua população? Seria uma nação exposta a pressões internacionais. Seria uma nação vulnerável. E por isso, quando falamos da agricultura americana, na realidade falamos de uma questão de segurança nacional”. Essa vez, o presidente não mentiu. Ele estava a defender os fabulosos subsídios que protegem o campo do seu país. "Agricultura americana" significava e significa "Agricultura dos Estados Unidos". Contudo, é o México, outro país americano, o que melhor ilustra os seus acertados conceitos. Desde que firmou o tratado de livre comércio com os Estados Unidos, o México já não cultiva alimentos suficientes para as necessidades da sua população, é uma nação exposta a pressões internacionais e é uma nação vulnerável, cuja segurança nacional corre grave perigo: - atualmente o México compra aos Estados Unidos 10 mil milhões de dólares de alimentos que poderia produzir; - os subsídios protecionista tornam impossível a competição; - por esse andar, daqui a pouco a tortillas mexicanas continuarão a ser mexicanas pelas bocas que as comem, mas não pelo milho que as faz, importado, subsidiado e transgênico; - o tratado havia prometido prosperidade comercial, mas a carne humana, camponeses arruinados que emigram, é o principal produto mexicano de exportação. Há países que sabem defender-se. São poucos. Por isso são ricos. Há outros países treinados para trabalhar para a sua própria perdição.
Eduardo Galeano
abril 05, 2008
Carta aberta ao presidente da república e à toda sociedade
SEIS TESES DE V. LENIN SOBRE A REVOLUÇÃO.
abril 04, 2008
E o PCB?
Educação e cidadania?
Canto à liberdade
Martin Luther King: 40 anos de sua morte

fonte: portal do servidor
abril 01, 2008
POLÍTICA ELEITORAL DO PCB PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2008:
1 - As eleições de 2008 não são propriamente nacionais. Na realidade, são mais de 5.500 eleições municipais, onde não vigoram as regras da verticalização nacional das coligações. O fato de não estarem em jogo as eleições para Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados (Federais e Estaduais) paroquializa e pulveriza as eleições locais. No Brasil, as eleições municipais não são plebliscitárias. Não são claramente um confronto entre governo e oposição. O confronto é acima de tudo municipal, com algum peso estadual, em função da disputa para governador, que se dá dois anos depois. A agenda eleitoral é fundamentalmente municipal.
2 - Isto não significa afirmar que as eleições municipais não jogam qualquer papel nacional, mas reconhecer que o principal eixo político delas são os problemas locais. O caráter nacional das eleições municipais estará mais acentuado nas eleições das capitais. Quanto menor o Município, mais prevalecerá a lógica provincial, esmaecendo a relação entre os candidatos e os partidos, a coerência das coligações e a disputa ideológica.
3 - Apesar dos esforços do PCB pela manutenção da frente dos partidos de esquerda que se coligaram em 2006 (PCB, PSOL e PSTU), para além daquelas e de outras eleições, a frente dissolveu-se na prática, fazendo daquela experiência uma mera coligação eleitoral. Parte desses aliados tem uma visão "movimentista"
4 - Estas visões, de parte significativa de nossos aliados principais, podem levar a uma diluição da frente de esquerda em 2008, na medida em que alguns tendem a ter como prioridade a afirmação partidária e outros os resultados eleitorais. Outros fatores podem conduzir à pulverização: já em 2006, houve Estados em que a frente de esquerda dividiu-se em duas e até três candidaturas próprias.
5 - Não obstante, devemos - sempre que possível - nos esforçar pela formação de coligações eleitorais na fronteira da frente de esquerda de oposição ao governo Lula, sobretudo nos municípios em que o caráter nacional da disputa seja mais marcado.
6 - Entretanto, pelas características das eleições municipais, podemos pontualmente participar de coligações mais amplas, desde que limitadas aos partidos com tradição no campo democrático e nas lutas populares, conforme definição do nosso XIII Congresso e desde que nossos objetivos prioritários possam ser contemplados.
7 -Nossos objetivos políticos prioritários, nas eleições de 2008, são marcar a identidade do PCB, divulgar nossas propostas políticas e consolidar lideranças regionais.
8 - Nossos objetivos eleitorais prioritários são, em primeiro lugar, a reeleição dos nossos atuais vereadores e, na medida do possível, a eleição de novos, quando coincidirem os seguintes fatores:
- existência de um partido real no Município, e não apenas cartorial;
- candidato com comprovada militância política e social, compatível com o ideário do PCB;
- real possibilidade de êxito eleitoral, que em geral dependerá de coligação nos moldes apontados no item 6.
9 - Nos municípios onde não haja possibilidade de êxito eleitoral, a regra será a apresentação de candidatos próprios, nas eleições majoritárias (prefeito) e/ou proporcionais (vereadores)
10 - Finalmente, os Comitês Regionais devem deixar claro para os candidatos o significado coletivo das candidaturas e dos possíveis mandatos comunistas, as dificuldades que as condições desiguais da democracia burguesa nos impõem e a necessidade de os candidatos do PCB se valerem do processo eleitoral para divulgar nossa linha política e contribuir para a organização popular.
Rio de Janeiro, janeiro de 2008
COMITÊ CENTRAL DO PCB

